Querência
Quero quebrar a corrente que me prende
a esse palco
Falas e passos marcados por eu
mesmo, destino
Quebrar o sorriso e o riso
Fácil
Que o público sorve sem pudor
Quero enterrar a alegria idiota
De minuto
Palavras que a história não absorve
Num buraco impermeável
Para o desejo de conforto não entrar
Quero me livrar do carmim e do giz
Que escondem as minhas faces
Abismos
Não peço muito, não peço o mundo
Peço permissão para sair de cena
De cara limpa.
Escrito por Ana às 13h16
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